segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aprendizados de uma mulher em 2009!

Ahhh, como eu aprendi muita coisa nesse ano que se passou.

Aprendi por exemplo, que se você é mulher e tem mais de 20 anos e tem algum problema de timidez ou fobia, você corre o sério risco de ser chamada de retardada. Que se aos 18 anos você não sair “dando” pra qualquer cara que encontrar na sua frente, você correrá o risco de ser chamada de lésbica ou na melhor das hipóteses, de criança.

Aprendi muito mesmo, que se você tem mais de 18 e é mulher, suas únicas opções de lazer serão: festa e balada. Nunca pense em ligar um video-game, além de ser coisa de menino é de criança, se você gosta, você é retardada, ora pois, só criança gosta, “CRESÇA!”.

Aprendi que depois que faz 18 (ou 21) você terá que encher o rabo de cachaça, fumar cigarro, fumar maconha, cheirar, enfim, fazer o que quiser, porque afinal, agora você é um mulher crescida e quem mandará na sua vida?

Aprendi que, não importa sua idade, se você é brasileira, você terá que SABER dançar: seja samba, seja pagode, seja axé ou forró, que terá que dançar e falar que gosta de tudo isso, mesmo que o hit da festa seja: “na boquinha da garrafa”; “baratinha da vizinha”; “você não vale nada mais eu gosto de você”; etc.. . E claro, terás que saber a música na ponta da lingüa.

Aprendi que, maquiagem é essêncial, muitas pessoas usam sabiamente ainda mais quando imitam as profissionais do sexo de beira de estrada.

Aprendi que jogar no computador é coisa de criança, usar msn é perca de tempo e que o orkut só serve para jogar colheita feliz (ué, jogar não é coisa de criança? Oo)

Aprendi que não importa se você conhece Freud, Kant, Hobbes, Platão (ahhh Platão), Maquiavel, etc… . Se você não tem um “homem”, você é a desgraça burra do mundo.

Aprendi que se você não consegue arrumar um trabalho, seja por demonstrar timidez ou por algum outro fator, além de retardada você é vagabunda.

Aprendi que Deus nem deve existir!

Aprendi que ao contrário de Raul, eu me sento no meu apartamento com a cara pro vento, esperando a morte chegar.

Também aprendi a amargura das palavras, uma coisa que aprendi a vida inteira mas nunca aceitei, Nossa como dói quando elas ferem, como sangra quando elas atingem. Esse é meu desabafo, estou profundamente magoada, o que escrevo não é mentira, muito pelo contrário, é o que a sociedade exige, ou alguém discorda?