domingo, 31 de julho de 2011

U2 360º Tour: THE END!

Acabou!

A 360º Tour do U2 chegou ao seu fim ontem, no Canadá. Como eu desejei estar lá, mas não posso reclamar muito, pois tive a oportunidade ver 5 shows dessa maravilhosa tourne. Mas como eu gosto de dizer, criei uma intimidade com a turne e ficar sem ela irá doer.

Se a intenção da banda era mostrar uma nave espacial capaz de abduzir, eles conseguiram e com toda sua megalomania, abduziram 7 milhões de pessoas mundo a fora e mesmo assim muitos ficaram de fora.

Sofri muito com os ingressos, parecia que todos queriam ir no show. Sofri com a (des)organização e o pouco caso brasileiro, não é atoa que somos 3º Mundo. Enfim..., mas fiquei muito feliz. Feliz de ver pessoas que são especiais e me ajudam sempre com suas músicas, feliz por mostrar quem eu gosto a quem eu gosto, feliz por ter encontrado pessoas que conhecia na net (algumas de longas datas, outras nem tanto) e ter consolidado essa amizade virtual que sempre foi real, feliz por ter conhecido novas pessoas na fila que compartilharam o mesmo entusiasmo que o meu.

Dei risada de ver algumas pessoas chacoteando o fato de "sofrer" pra conseguir os ingressos, mas quando os shows foram se aproximando e o ar da cidade foi mudando devido à um dos maiores eventos do mundo, ver essas pessoas com desejo de ir no show, mas sem muitas chances devido ao "sold out". Queria muito dizer pra elas "chupa!!!! Se fuderam, perderam!"

Mas tudo bem, vou ser boazinha e vou dizer só como foram os shows.

Primeiro show (Boston, 20 de setembro de 2009): fui pra fila cedo, me decepcionei com os americanos jecas - e tenho certeza que não foi atoa que o U2 prefirou pular essa região na 3ª leg da tour - os caras não sabem fazer fila, são mais desorganizados que sei lá o que. Tudo bem! Mesmo com essas merdas todas consegui um lugar bom no show, ganhei uma piscadinha do The Edge (tava de frente pra ele e isso não é mentira), mostrei o U2 para minha irmã e espero que ela tenha gostado, pelo menos pareceu gostar. Inclusive minha irmã quase morreu de preocupação quando o Bonão se pendurava no microfone "voador". Hahaha! (Eu sou acostumada com a serelepices do Bonão.) Show maravilhoso.

Segundo show (Boston, 21 de setembro de 2009): arquibancada, dessa vez apresentei meus queridos amigos a minha mãe. Arquibancada não tem a mesma vibe de uma pista de frente pros caras, mas ali da pra curtir os efeitos do show, como iluminação e palco. Tive a oportunidade de escutar your blue room, nem em sonho imaginava escutar essa música ao vivo de tão B-Side que é. Outro show maravilhoso.

Terceiro show (NY, 24 de setembro de 2009): não madruguei na fila e peguei o lugar que desejava: dentro do inner, grade da passarela e visão de frente pro palco.
Tive a oportunidade de ver esse show com uma nova amiga de U2. hehe.
Vi também o Bono se jogando no chão na minha frente em Stay, vi The Edge e Adam Clayton duelando com seus intrumentos na passarela e o melhor e mais inesquessivel momento de NY, vi o Larry parar com o "tambor" na minha frente. Eu tinha um ressentimento de não ter conseguido uma foto legal do Larry em 2006, na Vertigo Tour. Nessa tour, consegui uma foto que dúvido que conseguiria outra assim. Show maravilhoso também!

Quarto show (Brasil, 10 de Abril de 2011): esse foi o mais sofrido e mais injusto por ingressos, tinha o code da pre-sale, mas infelizmente o site maldito da T4F não avisava o que estava dando errado e não concluia a compra, mas anjos existem e consigaram meu ingresso.
A fila (foi a vez que cheguei mais cedo numa fila do U2), apesar da desorganização também, fiz amizades e encontrei amigos de longa data da net. Foi um prazer enorme conhecer-los ao vivo.
O Show? Depois de três shows e tanto stress com Brasil eu falei para mim "esse show vai ter que ser um dos melhores que eu já vi", e foi a banda não me decepcionou e fiquei até com remorcinho de ter questionado se eles conseguiram manter a qualidade. Brasileiro é um povo animado, curti demais o show. Mas o que pegou ali, além da vibração entre público e banda, foi o setlist. Tocaram Out of Control (nunca tinha visto ao vivo), tocaram North Star (provavelmente música para o próximo disco) e tocaram Zooropa (fui abduzida, fiquei bobamente estática olhando para o Bono que também estava estático e cantando. Eu só conseguia dizer "pqp, estão tocando zooropa", e não me perguntem do telão.). Show maravilhoso TAMBÉM!

Quinto show (NY, 20 de Julho de 2011): foi o último, a atmosfera nova iorquina me envolveu nesse show (uns dias antes do show, consegui com meu U2 3 tocar o ombro do Bono, me frustei no dia, mas agora fico feliz de ter chegado tão perto, espero que da próxima vez eu consiga conversar com ele, e não, não saíra da minha boca um "I love you", acho isso muito tosco). Fui de arquibancada, um lugar não muito bom, mas bem compensado pelo preço (queria pista, mas não consegui o ingresso). Enfim..., me presentearam com I will follow e Hold me.... (além que tocaram zooropa também e dessa vez eu pude ver o telão, hehe) e me surpreenderam ao finalizarem com Out of Control. Maravilhoso também!


É impossível escolher meu show favorito, cada um teve seu momento especial. O do Brasil foi o mais lutado, o de Boston foi o primeirão e o de NY vi o Larry como nunca vou ver mais na minha vida (espero estar enganada).

Todos maravilhosos, sozinha ou bem acompanhada.
Vou sentir muita, mas muita falta mesmo dessa tour e tudo que ela envolveu, me fizeram três anos felizes, indo em shows ou acampanhando notícias.

Mesmo que eu tenha desejado intensamente um U2 Underground (e ainda desejo, porque sou egoísta e fiquei com raivinha de alguns posers, se eles pelo menos assumissem que tavam lá para conhecer, mas não. kkkk, mas enfim... ainda desejo o underground, kkk. Tá, parei!), a 360º foi algo de outro planeta e senti muito orgulho de ter participado.

Obrigada a todos que me apoiaram, principalmente esses: Duff (anjo mor que tive o privilégio de conhecer no show do Brasil), Kissy (anjo), Inês (anjo), Dida (anjo, sempre disposta a ajudar), Mariana Sister (companhia), Mãe (companhia), Mariana NY (companhia), Wanessa (amiga companheira), Felipe de Londrina (amigo de longa data na net que pude conhecer na fila), U2Marcelo (mito da comunidade U2Brasil no orkut), Mali (amiga de net e conheci em NY), Vivi de NJ (foi um prazer conhecer você sua familia), Raquel de Goiânia (amiga, pena que não nos vimos lá no show, mas essa tour nos aproximou mais).

Enfim... tiveram outros nomes também, mas a lista seria enorme, esses que estão aí me ajudaram diretamente a tornar esse tour mágica. Obrigada por tudo galera e obrigada as outras pessoas por terem incentivado em tudo.

Isso é o resumo de toda minha história, emoções e sentimentos que vivi com essa tour. Porque com o U2, já tem uns 10 anos que são a trilha sonora da minha vida.

Flwz.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Phoenix!

Mais de um ano se passou, entre tantas mágoas e alegrias, o blog também passou.

Tentarei reanimar ele, resgatar a sua essência. Sem pressão! Sem ordem! Sem tema definido! O sobprisma ressurgirá, um pouco mais informal mas não tão bossal. O prisma continuará observando, continuará colocando coisas em pautas ... talvez não tão sociais, talvez não tão sérias como antes, mas sempre... sempre com um ponta de vista observativo.

Bem-vindos de novo!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Aprendizados de uma mulher em 2009!

Ahhh, como eu aprendi muita coisa nesse ano que se passou.

Aprendi por exemplo, que se você é mulher e tem mais de 20 anos e tem algum problema de timidez ou fobia, você corre o sério risco de ser chamada de retardada. Que se aos 18 anos você não sair “dando” pra qualquer cara que encontrar na sua frente, você correrá o risco de ser chamada de lésbica ou na melhor das hipóteses, de criança.

Aprendi muito mesmo, que se você tem mais de 18 e é mulher, suas únicas opções de lazer serão: festa e balada. Nunca pense em ligar um video-game, além de ser coisa de menino é de criança, se você gosta, você é retardada, ora pois, só criança gosta, “CRESÇA!”.

Aprendi que depois que faz 18 (ou 21) você terá que encher o rabo de cachaça, fumar cigarro, fumar maconha, cheirar, enfim, fazer o que quiser, porque afinal, agora você é um mulher crescida e quem mandará na sua vida?

Aprendi que, não importa sua idade, se você é brasileira, você terá que SABER dançar: seja samba, seja pagode, seja axé ou forró, que terá que dançar e falar que gosta de tudo isso, mesmo que o hit da festa seja: “na boquinha da garrafa”; “baratinha da vizinha”; “você não vale nada mais eu gosto de você”; etc.. . E claro, terás que saber a música na ponta da lingüa.

Aprendi que, maquiagem é essêncial, muitas pessoas usam sabiamente ainda mais quando imitam as profissionais do sexo de beira de estrada.

Aprendi que jogar no computador é coisa de criança, usar msn é perca de tempo e que o orkut só serve para jogar colheita feliz (ué, jogar não é coisa de criança? Oo)

Aprendi que não importa se você conhece Freud, Kant, Hobbes, Platão (ahhh Platão), Maquiavel, etc… . Se você não tem um “homem”, você é a desgraça burra do mundo.

Aprendi que se você não consegue arrumar um trabalho, seja por demonstrar timidez ou por algum outro fator, além de retardada você é vagabunda.

Aprendi que Deus nem deve existir!

Aprendi que ao contrário de Raul, eu me sento no meu apartamento com a cara pro vento, esperando a morte chegar.

Também aprendi a amargura das palavras, uma coisa que aprendi a vida inteira mas nunca aceitei, Nossa como dói quando elas ferem, como sangra quando elas atingem. Esse é meu desabafo, estou profundamente magoada, o que escrevo não é mentira, muito pelo contrário, é o que a sociedade exige, ou alguém discorda?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Bom senso!!!!!!!

Eita palavrinha utilizada e atitudes raras. Hoje em dia praticamente se transformou em uma palavra perdida.

Só falamos de bom senso quendo vemos que ele está perdido, infelizmente. Notei que muitas pesssoas não tem e não fazem questão de ter, isso realmente me deixa muito "P da vida". É tão díficil assim desconfiar que o que está fazendo é de má fé? É tão díficil se tocar que você está no lugar errado na hora errada? A fábrica de "desconfiometro" e "sitocometro" deve está em queda, é a crise!

Como já vi em uma comunidade do Orkut e concordo: "Bom senso é Luxo!". E é mesmo, poucas pessoas tem, poucas pessoas exercitam.

Vamos para alguns exemplos de falta de bom senso que eu vivi a poucos dias:

1-) Você viaja para um lugar para ver sua família. Cidadezinha super pacata, sem nada para fazer, indo com a intenção de ficar uma semana. Até aí tudo ótimo. Quando chega, aquela pessoa chata que PENSA que é seu amigo (e você já deixou claro para a pessoa que ela é um "vacilão" e está muito longe de ter uma amizade com você, porém você tem um "trato" de tratar a pessoa bem) não sai do seu pé, não quer sair da sua casa e sua família também não faz questão de dá um "sitocometro" para a "criança". Tudo bem, ir lá visitar, conversar, sair para almoçar, TUDO MUITO BEM, o que não dá é querer ficar o TEMPO TODO, sendo que você foi ver a família e não foi lá pra passar o tempo com um "mala". E o pior de tudo, é que a pessoa sabe que você não vai muito com a cara dela, sabe que você foi pra gastar o tempo com sua família.

Não é falta de bom senso por parte da pessoa?

2-) Ainda na cidadezinha pacata. Você foi lá pra passar o tempo com a família, sabe que sua irmã trabalha o dia inteiro e por isso não a culpa pela falta de tempo com você, mas outra pessoa da família sabe que você já não é muito chegada no tamanho "ovo da cidade" e que sua única opção lá, é você ficar em casa (não tem ônibus, não tem lugares por perto pra ir, etc). E mesmo a pessoa sabendo que você não tem opção de sair, não tem opção do que fazer, ela sai , isso mesmo, sai, e te deixa em casa: vai ao salão, a noite vai em forró (tudo bem, recebi convite, mas utilizei de meu bom senso em não ir, porque detesto e seria uma péssima compania, e a pessoa sabe que eu detesto, acho que poderia ter chamado pra outro lugar, não é mesmo?). Outro dia sai pra lavar roupa e te deixa em casa também, quando resolve sair é pra ir no restaurante almoçar com o "mala", depois resolve ir pra casa dormir e leva o "encosto" junto, mesmo sabendo que eu não vou com a cara do fulano.

Não é falta de bom senso também? Ou falta de consideração?

Não sei se sou muito exigente ou se minha cota de paciência já está beirando o zero.

Resultado: aquela uma semana que eu iria ficar, diminui para um simples 3 dias.

O engraçado é que quando minha família vem aqui, eu realmente não programo nada, deixo a programação por conta deles. Não invento de largar tudo e ir jogar vídeo-game por exemplo, que é uma coisa que adoro, não passo um tempão na frente do computador, como eu costumo fazer, não vou ver meu filme favorito. Realmente largo mão para ficar a disposição.

Acho que me decepcionei!

Agora estou em fase de aprendizado de como diminuir meu bom senso, talvez ele não valha tanto a pena assim. E é claro que as pessoas também não merecem tanto o uso dele.

Bom, existe milhares de outras falta de bom senso, mas vou expor só esses porque além de ter me tocado profundamente o texto iria ficar gigante, caso eu contasse os outros, os próximos coloco no "Bom senso 2".

Mas reflitam, se o Bom Senso hoje é realmente necessário pela consideração com as pessoas. Eu já estou achando que realmente não é tão necessário assim.

sábado, 25 de julho de 2009

O ódio

Em uma discussão sobre o ódio, algumas pessoas levantaram uma questão que odiar não é uma coisa boa, até concordo, mas não odiar pode ser pior. Porque? Porque o ódio é um sentimento humano, e assim como o amor - mesmo que na direção oposta - em certos momentos ele tem que ser expressado. É uma necessidade nossa.

Teve algumas pessoas que disseram que não odeiam, mas sentem uma raiva passageira. E que o ódio é corrosivo.

Até ai nenhuma mentira. Mas a raiva é uma vertente do ódio, e sim, passageira. O corrosivo não é sentir ódio, e sim se punir por sentir tal coisa. O ódio pela sociedade é caracterizado como algo mal, então as pessoas já associam: "eu sinto ódio, logo, eu sou malvado". O que é errado.

Eu tive uma experiência com tal sentimento, antes também era adepta do "eu não odeio, só sinto uma raiva passageira", até alguns fatos acontecerem na minha vida.
Foi literalmente corrosivo para mim, fiquei mal, passei mal por conta do "ódio" que sentia, mas isso aconteceu porque eu NÃO aceitava o fato de odiar, eu não podia odiar, porque odiar é ruim, é insano e só pessoas malvadas podem sentir ele.

Hoje em dia eu aprendi a lhe dar com ele, eu vejo que o ódio é ruim, mas é normal. Odiar seria praticamente uma soma do "não gostar" + "sentir raiva". É um sentimento de desprezo. E ele pode se tornar malvado sim e do mal, caso você associe com o "ferrar a pessoa" e o "desejar tudo de ruim e fazer...", transformando em um sentimento vingativo.

Lembrando que odiar é rejeitar (talvez um pouco mais) e não é fazer o mal para quem te fez outrora.

Hoje eu odeio e não nego. Vacilou feio? Vai ganhar meu desprezo.

Posso deixar de odiar um dia? Claro!!! Assim como posso deixar de amar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fugir

Quem nunca pensou? Quem nunca desejou? Quem nunca quis?

Tem momentos que a mente deseja e o corpo pede. Chega uma hora que parece que tudo e todos estão te observando para dar um veredito. Apontando em sua direção e você só consegue sentir aquela pressão, que toca a alma e da um aperto no coração, um sentimento de angústia.

As vezes chorar, gritar, se espernear ou trancar-se no quarto não é o suficente. Dá aquela vontade louca de jogar tudo para o ar, de esquecer todo mundo e num passe de mágica -puffit- desaparecer.

Apesar do sentimento ser algo intenso, a maioria das pessoas não o fazem, não fogem,. Sabe por que? Por que não tem coragem. No fundo, bem no fundo, sabem que se fugir agora vão ter que fugir denovo.

Convenhamos, ninguém quer cair num ciclo incerto. Antes participar de um ciclo previsível, o qual você já está acomodado do que entrar em outro ciclo, onde você nunca saberá o resultado.

Infelizmente a exigência desse mundo é que você "bata com a cara no muro" ou de "murro em ponta de faca", assim se você não o fizer as circunstâncias providênciarão para que faça. Sem escapatórias. Fugir será só um desejo, só um ato momentâneo.

Portanto..., achar o caminho do bar, do parque, da igreja ou até mesmo da internet, acaba sendo um grande refúgio para essa necessidade humana. Ao invés de fugir, é melhor dar um tempo.

domingo, 28 de junho de 2009

Jacko-Wacko


A incrível capacidade sentimentalista humana de julgamento: aclamação, punição e o arrependimento.

Hoje gostaria de tratar da notícia mais comentada do momento: a morte de Michael Jackson.

O mais interessante sobre o Michael Jackson é que ele conseguiu dividir não só opiniões, mas também sentimentos - pós-morte isso fica claro.

Pela imprensa (o qual podemos converter para a massa popular), Michael Jackson sustentou dois apelidos: Jacko* e Wacko*.

*Jacko: apelido carinhoso, a família o chamava assim. A imprensa americana e os fãs adotaram.
*Wacko: doido, maluco. A imprensa americana (especialmente sensacionalista) e alguns fãs também adotaram.

Gostaria de contar um pouco sobre ele e essa relação sentimental (extremamente normal) que as pessoas tinham com o que era "Michael Jackson", em forma de ídolo, em forma de astro pop mesmo.

A história é de forma figurativa, se é assim que posso dizer, aqui vai:

A Saga de um Rei

Jacko garoto, viu uma multidão estendendo um tapete vermelho para que pudesse desfilar junto a sua família. Porém, Jacko era mais rápido (visionário), quando jovem já via as pessoas apontando para ele o lugar do trono, onde deveria se sentar. Jacko então tinha o trono, mas ainda não o título, faltava algo.

Antes que Jacko colocasse sua coroa, alguns de seus súditos começaram a trata-lo como o "bobo da corte". A imprensa (sensacionalista) já esperava ansiosamente por um deslize, como: pendurar o filho pela janela (nunca esquecido); uma nova plástica para deformar o rosto (motivo de piada); uma acusação de pedofília (casos nunca provados); etc, etc, etc... Apartir dai, não se chamava mais Jacko, agora era Wacko.

Wacko polemizou. Construiu impérios e contraiu dívidas; cresceu, mas queria continuar eternamente criança; mudou de cor e de rosto; surtou e se viciou em remédios. Porém, continuava sendo adorado, mas não era mais respeitado. Era motivo de piada.

Aqueles que estenderam o tapete, agora, poucos aplaudiam, alguns tinham pena, vários riam e muitos começaram a sentir repúdio.

Wacko viu que poderia ser Jacko denovo, aos 50 anos notou que não era tarde para se redemir com seus súditos, faria denovo o que o povo pedia, queria ser Jacko outra vez. Então o circo estava armado, a festava estava pronta, Jacko e a multidão estavam a espera do momento. Mas o inesperado aconteceu, a atração principal não compareceu e não comparecerá ao grande momento. Jacko-Wacko nos deixou, Jacko-Wacko está morto! Choque!

Agora, Wacko virou Jacko. Aos súditos que riram, amaram, odiaram, repudiaram e sentiram pena, agora choram. A pedra que foi lançada se transformou em coroa. Era o que faltava: a coroa e o título eterno. Jacko agora é rei. A coroa e o título de Rei não poderia ser declarado apenas por Jacko-Wacko, tinha que ser entregue pelo povo, o povo que uma hora o amou, o povo que uma hora o odiou. Aos que odiaram, viram seus sentimentos transformados em arrependimentos. O arrependimento pelo ódio se transformaram na compaixão em forma de dor.

A dor se transformou no reconhecimento dos bons tempos de Jacko. Ele não virou santo, mas virou rei.

Jacko morreu, mas foi imortalizado.

fim da histórinha

Moral da história: quem criticava, agora se lamenta; quem morre, vira boa pessoa; quem foi ídolo, se eterniza.

Enfim.... o cara foi astro, foi pop, inventou e renovou a música de toda uma época. Tem que ter o respeito, merece todas as homenagens, inclusive merece o trono e o título de "rei do pop". As danças, as músicas, os vídeos, os filmes, a obra no geral. Michael Jackson fez com que o cenário músical renovasse.

Não perdemos só a pessoa de Michael Jackson, perdemos um mestre da evolução musical, um ícone.

Sua vida pessoal? Bem, por causa da fama corria-se o risco do julgamento das pessoas, qualquer deslize era um "clique". Jogaram acusações, nunca provaram! Certas coisas foram "fofoquinhas" de sensacionalistas, outra coisas foram fatos.

Mas o que vimos ali foi um sucesso prematuro, o qual fez o pequeno Jackson comportar-se como adulto, e o adulto Michael Jackson comportar-se como criança.

Construiu um mundo de sonhos infantis. NeverLand, a Terra do Nunca. Mundo do Peter Pan nas histórias infantis, o qual era líder das crianças que não queriam crescer (e não crescem).

Paranóico? Provavelmente!
Freak? Completamente!
Astro Pop? Indiscutivelmente!

Hoje, depois da morte dele, vejo muitas pessoas voltando atrás e reconhecendo sua importância, como também vejo algumas não dando o "braço a torcer" e continuando a atirar pedra.

Enfim, acho que vale aquele ditado: "de gênio e louco todo mundo tem um pouco".

Com o Michael Jackson não foi diferente.

R.I.P
King of Pop