sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Bom senso!!!!!!!

Eita palavrinha utilizada e atitudes raras. Hoje em dia praticamente se transformou em uma palavra perdida.

Só falamos de bom senso quendo vemos que ele está perdido, infelizmente. Notei que muitas pesssoas não tem e não fazem questão de ter, isso realmente me deixa muito "P da vida". É tão díficil assim desconfiar que o que está fazendo é de má fé? É tão díficil se tocar que você está no lugar errado na hora errada? A fábrica de "desconfiometro" e "sitocometro" deve está em queda, é a crise!

Como já vi em uma comunidade do Orkut e concordo: "Bom senso é Luxo!". E é mesmo, poucas pessoas tem, poucas pessoas exercitam.

Vamos para alguns exemplos de falta de bom senso que eu vivi a poucos dias:

1-) Você viaja para um lugar para ver sua família. Cidadezinha super pacata, sem nada para fazer, indo com a intenção de ficar uma semana. Até aí tudo ótimo. Quando chega, aquela pessoa chata que PENSA que é seu amigo (e você já deixou claro para a pessoa que ela é um "vacilão" e está muito longe de ter uma amizade com você, porém você tem um "trato" de tratar a pessoa bem) não sai do seu pé, não quer sair da sua casa e sua família também não faz questão de dá um "sitocometro" para a "criança". Tudo bem, ir lá visitar, conversar, sair para almoçar, TUDO MUITO BEM, o que não dá é querer ficar o TEMPO TODO, sendo que você foi ver a família e não foi lá pra passar o tempo com um "mala". E o pior de tudo, é que a pessoa sabe que você não vai muito com a cara dela, sabe que você foi pra gastar o tempo com sua família.

Não é falta de bom senso por parte da pessoa?

2-) Ainda na cidadezinha pacata. Você foi lá pra passar o tempo com a família, sabe que sua irmã trabalha o dia inteiro e por isso não a culpa pela falta de tempo com você, mas outra pessoa da família sabe que você já não é muito chegada no tamanho "ovo da cidade" e que sua única opção lá, é você ficar em casa (não tem ônibus, não tem lugares por perto pra ir, etc). E mesmo a pessoa sabendo que você não tem opção de sair, não tem opção do que fazer, ela sai , isso mesmo, sai, e te deixa em casa: vai ao salão, a noite vai em forró (tudo bem, recebi convite, mas utilizei de meu bom senso em não ir, porque detesto e seria uma péssima compania, e a pessoa sabe que eu detesto, acho que poderia ter chamado pra outro lugar, não é mesmo?). Outro dia sai pra lavar roupa e te deixa em casa também, quando resolve sair é pra ir no restaurante almoçar com o "mala", depois resolve ir pra casa dormir e leva o "encosto" junto, mesmo sabendo que eu não vou com a cara do fulano.

Não é falta de bom senso também? Ou falta de consideração?

Não sei se sou muito exigente ou se minha cota de paciência já está beirando o zero.

Resultado: aquela uma semana que eu iria ficar, diminui para um simples 3 dias.

O engraçado é que quando minha família vem aqui, eu realmente não programo nada, deixo a programação por conta deles. Não invento de largar tudo e ir jogar vídeo-game por exemplo, que é uma coisa que adoro, não passo um tempão na frente do computador, como eu costumo fazer, não vou ver meu filme favorito. Realmente largo mão para ficar a disposição.

Acho que me decepcionei!

Agora estou em fase de aprendizado de como diminuir meu bom senso, talvez ele não valha tanto a pena assim. E é claro que as pessoas também não merecem tanto o uso dele.

Bom, existe milhares de outras falta de bom senso, mas vou expor só esses porque além de ter me tocado profundamente o texto iria ficar gigante, caso eu contasse os outros, os próximos coloco no "Bom senso 2".

Mas reflitam, se o Bom Senso hoje é realmente necessário pela consideração com as pessoas. Eu já estou achando que realmente não é tão necessário assim.

sábado, 25 de julho de 2009

O ódio

Em uma discussão sobre o ódio, algumas pessoas levantaram uma questão que odiar não é uma coisa boa, até concordo, mas não odiar pode ser pior. Porque? Porque o ódio é um sentimento humano, e assim como o amor - mesmo que na direção oposta - em certos momentos ele tem que ser expressado. É uma necessidade nossa.

Teve algumas pessoas que disseram que não odeiam, mas sentem uma raiva passageira. E que o ódio é corrosivo.

Até ai nenhuma mentira. Mas a raiva é uma vertente do ódio, e sim, passageira. O corrosivo não é sentir ódio, e sim se punir por sentir tal coisa. O ódio pela sociedade é caracterizado como algo mal, então as pessoas já associam: "eu sinto ódio, logo, eu sou malvado". O que é errado.

Eu tive uma experiência com tal sentimento, antes também era adepta do "eu não odeio, só sinto uma raiva passageira", até alguns fatos acontecerem na minha vida.
Foi literalmente corrosivo para mim, fiquei mal, passei mal por conta do "ódio" que sentia, mas isso aconteceu porque eu NÃO aceitava o fato de odiar, eu não podia odiar, porque odiar é ruim, é insano e só pessoas malvadas podem sentir ele.

Hoje em dia eu aprendi a lhe dar com ele, eu vejo que o ódio é ruim, mas é normal. Odiar seria praticamente uma soma do "não gostar" + "sentir raiva". É um sentimento de desprezo. E ele pode se tornar malvado sim e do mal, caso você associe com o "ferrar a pessoa" e o "desejar tudo de ruim e fazer...", transformando em um sentimento vingativo.

Lembrando que odiar é rejeitar (talvez um pouco mais) e não é fazer o mal para quem te fez outrora.

Hoje eu odeio e não nego. Vacilou feio? Vai ganhar meu desprezo.

Posso deixar de odiar um dia? Claro!!! Assim como posso deixar de amar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fugir

Quem nunca pensou? Quem nunca desejou? Quem nunca quis?

Tem momentos que a mente deseja e o corpo pede. Chega uma hora que parece que tudo e todos estão te observando para dar um veredito. Apontando em sua direção e você só consegue sentir aquela pressão, que toca a alma e da um aperto no coração, um sentimento de angústia.

As vezes chorar, gritar, se espernear ou trancar-se no quarto não é o suficente. Dá aquela vontade louca de jogar tudo para o ar, de esquecer todo mundo e num passe de mágica -puffit- desaparecer.

Apesar do sentimento ser algo intenso, a maioria das pessoas não o fazem, não fogem,. Sabe por que? Por que não tem coragem. No fundo, bem no fundo, sabem que se fugir agora vão ter que fugir denovo.

Convenhamos, ninguém quer cair num ciclo incerto. Antes participar de um ciclo previsível, o qual você já está acomodado do que entrar em outro ciclo, onde você nunca saberá o resultado.

Infelizmente a exigência desse mundo é que você "bata com a cara no muro" ou de "murro em ponta de faca", assim se você não o fizer as circunstâncias providênciarão para que faça. Sem escapatórias. Fugir será só um desejo, só um ato momentâneo.

Portanto..., achar o caminho do bar, do parque, da igreja ou até mesmo da internet, acaba sendo um grande refúgio para essa necessidade humana. Ao invés de fugir, é melhor dar um tempo.

domingo, 28 de junho de 2009

Jacko-Wacko


A incrível capacidade sentimentalista humana de julgamento: aclamação, punição e o arrependimento.

Hoje gostaria de tratar da notícia mais comentada do momento: a morte de Michael Jackson.

O mais interessante sobre o Michael Jackson é que ele conseguiu dividir não só opiniões, mas também sentimentos - pós-morte isso fica claro.

Pela imprensa (o qual podemos converter para a massa popular), Michael Jackson sustentou dois apelidos: Jacko* e Wacko*.

*Jacko: apelido carinhoso, a família o chamava assim. A imprensa americana e os fãs adotaram.
*Wacko: doido, maluco. A imprensa americana (especialmente sensacionalista) e alguns fãs também adotaram.

Gostaria de contar um pouco sobre ele e essa relação sentimental (extremamente normal) que as pessoas tinham com o que era "Michael Jackson", em forma de ídolo, em forma de astro pop mesmo.

A história é de forma figurativa, se é assim que posso dizer, aqui vai:

A Saga de um Rei

Jacko garoto, viu uma multidão estendendo um tapete vermelho para que pudesse desfilar junto a sua família. Porém, Jacko era mais rápido (visionário), quando jovem já via as pessoas apontando para ele o lugar do trono, onde deveria se sentar. Jacko então tinha o trono, mas ainda não o título, faltava algo.

Antes que Jacko colocasse sua coroa, alguns de seus súditos começaram a trata-lo como o "bobo da corte". A imprensa (sensacionalista) já esperava ansiosamente por um deslize, como: pendurar o filho pela janela (nunca esquecido); uma nova plástica para deformar o rosto (motivo de piada); uma acusação de pedofília (casos nunca provados); etc, etc, etc... Apartir dai, não se chamava mais Jacko, agora era Wacko.

Wacko polemizou. Construiu impérios e contraiu dívidas; cresceu, mas queria continuar eternamente criança; mudou de cor e de rosto; surtou e se viciou em remédios. Porém, continuava sendo adorado, mas não era mais respeitado. Era motivo de piada.

Aqueles que estenderam o tapete, agora, poucos aplaudiam, alguns tinham pena, vários riam e muitos começaram a sentir repúdio.

Wacko viu que poderia ser Jacko denovo, aos 50 anos notou que não era tarde para se redemir com seus súditos, faria denovo o que o povo pedia, queria ser Jacko outra vez. Então o circo estava armado, a festava estava pronta, Jacko e a multidão estavam a espera do momento. Mas o inesperado aconteceu, a atração principal não compareceu e não comparecerá ao grande momento. Jacko-Wacko nos deixou, Jacko-Wacko está morto! Choque!

Agora, Wacko virou Jacko. Aos súditos que riram, amaram, odiaram, repudiaram e sentiram pena, agora choram. A pedra que foi lançada se transformou em coroa. Era o que faltava: a coroa e o título eterno. Jacko agora é rei. A coroa e o título de Rei não poderia ser declarado apenas por Jacko-Wacko, tinha que ser entregue pelo povo, o povo que uma hora o amou, o povo que uma hora o odiou. Aos que odiaram, viram seus sentimentos transformados em arrependimentos. O arrependimento pelo ódio se transformaram na compaixão em forma de dor.

A dor se transformou no reconhecimento dos bons tempos de Jacko. Ele não virou santo, mas virou rei.

Jacko morreu, mas foi imortalizado.

fim da histórinha

Moral da história: quem criticava, agora se lamenta; quem morre, vira boa pessoa; quem foi ídolo, se eterniza.

Enfim.... o cara foi astro, foi pop, inventou e renovou a música de toda uma época. Tem que ter o respeito, merece todas as homenagens, inclusive merece o trono e o título de "rei do pop". As danças, as músicas, os vídeos, os filmes, a obra no geral. Michael Jackson fez com que o cenário músical renovasse.

Não perdemos só a pessoa de Michael Jackson, perdemos um mestre da evolução musical, um ícone.

Sua vida pessoal? Bem, por causa da fama corria-se o risco do julgamento das pessoas, qualquer deslize era um "clique". Jogaram acusações, nunca provaram! Certas coisas foram "fofoquinhas" de sensacionalistas, outra coisas foram fatos.

Mas o que vimos ali foi um sucesso prematuro, o qual fez o pequeno Jackson comportar-se como adulto, e o adulto Michael Jackson comportar-se como criança.

Construiu um mundo de sonhos infantis. NeverLand, a Terra do Nunca. Mundo do Peter Pan nas histórias infantis, o qual era líder das crianças que não queriam crescer (e não crescem).

Paranóico? Provavelmente!
Freak? Completamente!
Astro Pop? Indiscutivelmente!

Hoje, depois da morte dele, vejo muitas pessoas voltando atrás e reconhecendo sua importância, como também vejo algumas não dando o "braço a torcer" e continuando a atirar pedra.

Enfim, acho que vale aquele ditado: "de gênio e louco todo mundo tem um pouco".

Com o Michael Jackson não foi diferente.

R.I.P
King of Pop

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O Prisma



Prisma, geralmente é conhecido por sua forma geométrica, mas não, não é exatamente sobre esse prisma que eu gostaria de abordar.

Certa vez estava lendo uma entrevista de um ator que falava sobre seu personagem, com o decorrer da matéria ele tocou em um ponto bem interessante. Ao descrever seu personagem, disse que todos assistem a série por um ângulo, quando seu personagem aparece é como se ele funcionasse como um PRISMA, abrindo vários ângulos ou formas diferentes de visão sobre o que está acontecendo.

Levando esse exemplo para a "vida real", além de ser um termo usado para um tipo de opinião, ele é um ato extremo de observação (visto por você ou não), é sua opinião formada pelo que você viu, ou sua opinião formada pelo que os outros viram.

Portanto, nesse caso eu serei o PRISMA, serei a visão jogando a opinião aos olhos dos que não presenciaram. O melhor ângulo da fotográfia escolhido por mim. Enfim...,


Bem vindos!!!


ps: imagem de um prisma famoso, capa do disco dark side of the moon do Pink Floyd.